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Suspeito de matar adolescente desaparecida é indiciado por feminicídio

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu as investigações envolvendo a morte de uma adolescente, de 13 anos, que havia desaparecido em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), no dia 9 deste mês. O investigado pelo crime, um homem de 54 anos, foi indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver. Ele foi preso em flagrante na ocasião dos fatos e encontra-se recolhido no sistema prisional.

 

O trabalho investigativo teve início pela Divisão Especializada de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), vinculada ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após a mãe da adolescente buscar a unidade informando o desaparecimento da filha. No decorrer das apurações, a equipe chegou ao suspeito, que indicou o local onde havia deixado o corpo, efetuando a prisão dele em flagrante.

 

Considerando a natureza do crime, o procedimento foi remetido à Delegacia Especializada de Homicídios (DEH) em Ribeirão das Neves, que concluiu o inquérito no último dia 20.

 

Novas investigações

 

Segundo o delegado titular da DEH em Ribeirão das Neves, Marcus Vinicius Silva Rios, a análise das mensagens de celular da vítima confirmam o que ela tinha dito à mãe. “Ela tinha combinado de ir para a casa da amiga, que ficava a um quilômetro e meio de distância da casa dela. O plano era irem juntas para a escola no dia seguinte, que era o primeiro dia de aula”, informou.

 

Os policiais analisaram as câmeras do trajeto que a vítima faria até a casa da amiga, e no caminho, além da menina, viram o carro do investigado passando por ela e, momentos depois, passando novamente. “As imagens deixam claro que ele deu a volta para se encontrar com ela. Mas não pudemos ver o momento em que ela entrou no veículo, por ausência de câmeras no local”, explicou Marcus”.

 

O delegado acrescentou que, segundo informações da mãe da vítima, houve um tempo em que o suspeito mantinha uma igreja, e durante aquele período, a menina era bastante apegada a ele. “Ele pode ter oferecido carona, usado algum subterfúgio para que a vítima entrasse no carro com ele, sem necessariamente tê-la forçado”, completou.

 

Testemunhas

 

Apurações apontam que no dia do desaparecimento da vítima, o investigado esteve com ela nos arredores de um lago próximo à rodovia. No momento em que o suspeito viu que havia um casal observando-os, ele teria se assustado e rapidamente conduzido a vítima para dentro do veículo, saindo do local de ré, para não se aproximar das testemunhas.

 

A pressa, e principalmente a forma de ir embora, fez com que o casal suspeitasse do homem, momento em que uma das testemunhas anotou a placa do carro e entrou em contato com a central de polícia. Porém, por não haver elementos que justificassem uma perseguição, foi feito apenas o registro do ocorrido.

 

“Posteriormente, ao verem o cartaz produzido pela família e divulgado nas redes sociais, as testemunhas reconheceram a garota e entraram em contato com a família pelo número divulgado. Em seguida, a mãe procurou a equipe da DRPD, que agiu muito rápido, já identificando o investigado”, ressaltou Rios.

 

Marcus Rios explicou que está aguardando os laudos de necrópsia, e dependendo do teor, o indiciamento do suspeito pode ser alterado. “Alguns laudos mais complexos ainda estão pendentes, de maneira que não podemos afirmar, por exemplo, se houve ou não abuso sexual contra a vítima”, concluiu.

ASCOM PCMG

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