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POLÍCIA

Mulher de 38 anos finge ter 13 e estar com leucemia para enganar grupo de oração

Segundo a polícia, suspeita de 38 anos teria criado personagem de menina de 13 anos para participar de encontros religiosos e sensibilizar fiéis

A Polícia Civil do Paraná indiciou por estelionato uma mulher de 38 anos suspeita de se passar por uma adolescente e afirmar que enfrentava uma leucemia em estágio terminal. De acordo com as investigações, ela teria utilizado a falsa identidade para se aproximar de integrantes de um grupo de oração pela internet e conseguir ajuda das vítimas.

Segundo a polícia, pelo menos 12 pessoas teriam sido enganadas durante o período em que a mulher participou das reuniões religiosas virtuais. As vítimas seriam moradoras de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

A suspeita teria criado uma personagem de uma adolescente de 13 anos, apresentando aos participantes do grupo uma história de doença grave e uma suposta rotina de tratamento contra o câncer. A estratégia teria sido utilizada para despertar a solidariedade e a confiança dos integrantes do grupo.

As vítimas teriam identificado a mulher depois que o caso ganhou repercussão em Santa Catarina. Ela está presa desde junho, após ser investigada por supostamente ter enganado uma família em Joinville durante mais de um ano, também se apresentando como uma criança.

Conforme a investigação, o modo de agir nos dois casos teria sido semelhante. A polícia paranaense afirma que a suspeita utilizava histórias envolvendo uma falsa identidade infantil para estabelecer vínculos afetivos e conquistar a confiança das pessoas.

Durante o interrogatório relacionado ao caso no Paraná, a mulher negou as acusações.

A defesa informou que pretende solicitar um novo exame para avaliar a saúde mental da investigada. Segundo a advogada, existe divergência entre avaliações anteriores e o novo laudo deverá verificar se a mulher tinha consciência dos atos atribuídos a ela e se apresenta alguma condição psiquiátrica que possa interferir no processo.

O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades. A investigação deverá apurar a extensão dos supostos golpes, identificar outras possíveis vítimas e esclarecer se houve obtenção de dinheiro ou outras vantagens por meio das histórias contadas pela suspeita.

A mulher permanece presa em Santa Catarina e também responde a investigação pelo caso ocorrido naquele estado.

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