Rachadinha: Vereador Nezinho e ex-diretor da Câmara são denunciados pelo MP que pede multa de quase um milhão de reais.
O Ministério Público de Minas Gerais propôs denúncia e Ação de Improbidade Administrativa contra o Vereador Weverton Júlio Limões, “Nenzinho” do (PMN), o ex-diretor da Câmara Municipal o pastor Ailton Francisco de Morais que era o presidente do Partido da Mobilização Nacional (PMN) e a sua esposa em Itabira MG.
Eles são acusados de praticarem, por mais de dois anos, o crime conhecido como “rachadinha”, prática pela qual parlamentares se apropriam de parte dos salários de funcionários que nomeiam para seus gabinetes.
De acordo com o MP, no período de abril de 2017 a junho de 2019, o vereador nomeava para cargos comissionados de seu gabinete as pessoas indicadas pelo pastor Ailton. Para não serem exonerados, dois comissionados repassavam, mensalmente, cerca de 2/3 dos seus vencimentos aos suspeitos. De acordo com as investigações, os valores devolvidos pelos comissionados eram divididos entres os três investigados.
A mulher do Pastor teria sido inserida no quadro de funcionários do gabinete e seria peça importante no esquema. Após Recomendação do MP para que fosse exonerada, ela foi desligada do cargo em comissão, mas teria continuado a exercer a função, sendo remunerada indevidamente pelo vereador e pelo marido.
Ainda de acordo com o MP, depois da instauração do Inquérito Policial para apurar os crimes, no início de junho de 2018, os suspeitos teriam tentado persuadir as testemunhas. Algumas das testemunhas teriam demonstrado medo nas oitivas, choraram e solicitaram o depoimento velado.
Os três acusados foram denunciados pelos crimes de concussão, associação criminosa, usurpação de função pública e improbidade administrativa. O vereador e o diretor da Câmara Municipal responderão, ainda, pela prática de coação no curso do processo.
O MP também solicitou à Justiça que o vereador seja afastado da Câmara e que seja feito um bloqueio de bens dos acusados de um valor correspondente ao que teria sido descontado dos salários dos funcionários – mais de R$ 89 mil, de acordo com a denúncia.
Também foi requerido que os três sejam condenados por danos morais causados ao município de Itabira. O valor da multa pedido pelos promotores é superior a R$ 896 mil.
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