Itabira tem 17 postos de combustíveis autuados após fiscalização.
Em três dias de fiscalização, em 63 municípios, 203 postos de combustíveis em Minas Gerais apresentaram irregularidades e foram autuados – o que representa 39% dos 516 vistoriados.
O balanço faz parte da Operação Petróleo Real, que ocorreu em todo país na terça-feira e quinta desta semana, e envolveu quase 500 servidores mineiros.
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No Estado, foram 648 bombas de combustível aferidas, sendo que 91 estavam irregulares. Outros itens também foram analisados, como qualidade do combustível e a validade dos produtos.
A operação integra mobilização do Ministério da Justiça e Segurança Pública e, em Minas, foi capitaneada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Em amostras recolhidas no Estado, os fiscais identificaram a presença de metanol na gasolina vendida – substância que é consumida mais rapidamente pelos veículo – bombas “viciadas”, que disponibilizavam menos combustível que a quantidade constante no mostrador e o valor cobrado, além de vazamento nos equipamentos. Segundo o governo estadual, boa parte dos estabelecimentos autuados é reincidente, pois, em fiscalizações passadas, já haviam sido identificadas várias irregularidades.
Em Belo Horizonte, Betim, Contagem e Lavras, as fiscalizações foram em alvos pontuais, que já havia apresentado irregularidades no passado, ou estavam sob investigação. Na região de Belo Horizonte e Contagem, foram 21 postos fiscalizados e 104 bombas verificadas. Seis foram autuados e 27 bombas tinham irregularidades.
Na capital mineira, seis postos de uma mesmo dono foram interditados por conta da má qualidade do combustível. Em toda a região metropolitana de Belo Horizonte 35 postos de combustíveis foram fiscalizados.
“Em um posto de Belo Horizonte, enquanto fazíamos a fiscalização, um senhor de idade chegou pra gente com um monte de papéis e perguntou se estávamos fechando o posto. Dissemos que só fiscalizando. Ele nos disse que tem um Uno com tanque de 40 litros, ele estava com meio tanque, pediu para completar e colocaram 35 litros no tanque dele. Isso mostra que precisávamos mesmo de uma ação nesse sentido”, pontuou o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Bernardo Naves.
Em Minas, as fiscalizações também ocorreram em Araguari, Barbacena, Boa Esperança, Caeté, Campo Belo, Capelinha, Carangola, Conceição da Aparecida, Conselheiro Lafaiete, Coromandel, Frutal, Itabira, Itajubá, Ituiutaba, Iturama, Janaúba, Juiz de Fora, Monte Carmelo, Muriaé, Paracatu, Passos, Pirajuba, Pirapora, Poços de Caldas, Rio Pomba, São Francisco, São Sebastião do Paraíso, Sarzedo, Três Pontas, Ubá, Uberaba, Uberlândia e Unaí.
Em Itabira, por exemplo, dos 20 postos fiscalizados, 17 foram autuados.
Brasil
Em âmbito nacional, Sete pessoas foram presas – seis delas em flagrante – e 2.099 postos de combustíveis foram fiscalizados, sendo que 811 foram autuados. Ao todo, foram encontradas 350 bombas irregulares, sendo que 91, ou seja, 26%, estavam em Minas.
O superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves, afirma que o destaque dos números em Minas se deve ao fato de que o Estado foi o que realizou o maior número de fiscalizações em postos de combustíveis durante a operação, na comparação com os outros Estados.
“A gente não pode falar que em Minas nós temos postos de combustíveis piores do que nos outros Estados, afinal a gente conseguiu fiscalizar um número número muito maior de postos, por que aqui a gente envolveu mais instituições nos trabalhos também”, explicou.
Em Minas, participaram a operação a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as polícias Militar (PM) e Civil (PC) dos estados, Guardas Civis Municipais e secretarias de Segurança Pública.
Bernardo Naves destaca que a integração de tantos órgãos na fiscalização só traz benefícios para o consumidor.
“Primeiro é mostrar o engajamento de todos os Estados que, juntos, independente de partido político atuaram de forma coordenada. Mostra que a integração das instituições geram bons resultados. A gente tem trabalhado isso em Minas. Pelo número de autuações a gente vê que os consumidores estava sendo lesados. Essa operação é importante para garantir que o consumidor mineiro realmente pague por aquilo que ele está recebendo”, pontuou Naves.
Fonte: O Tempo / Foto: Dirceu Aurélio/Ascom – Sejusp/Divulgação



