Aqui Agora! Morre aos 78 anos Gil Gomes o repórter que marcou uma geração.

Dificilmente você encontrará no Brasil um ouvinte, leitor ou telespectador de crônica policial que não conheça a lenda do noticiário policial chamada,Cândido Gil Gomes, mais conhecido como Gil Gomes. 

O repórter especializou-se em narrativas folclóricas de casos policiais investigativos, do Rio de Janeiro, São Paulo e outras partes do Brasil. Ele começou no rádio e passou por praticamente todas as maiores emissoras de televisão do país.

Gil Gomes morreu aos 78 anos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. O ex-repórter policial passou mal na segunda-feira (15) e foi encaminhado desacordado ao Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista, mas não resistiu. A informação foi confirmada pela família do jornalista, conforme divulgado pela rede Record.

Gil sofria de Mal de Parkinson e desde 2005 lutava para combater a doença degenerativa que o fez perder o equilíbrio, além de ter dificuldades de se mover e sofrer com tremores. Ele era casado pela segunda vez, com Eliana Izzo, com quem teve duas filhas — Flávia e Nathalie. Antes dela, Gil viveu durante 14 anos com a escritora Ana Vitória Vieira Monteiro. Juntos, eles tiveram três filhos: Daniel, Vilma e Guilherme — que morreu ainda jovem vítima de hepatite C. O jornalista também deixou quatro netos.

Lendário 

Gil Gomes se tornou um dos grandes nomes do rádio e da televisão brasileira por seu trabalho no jornalismo investigativo. O ex-repórter iniciou sua carreira na extinta Rádio Marconi, na década de 1960. Entre os anos 1991 e 1997, Gil conquistou o grande público na televisão ao integrar o time de repórteres do extinto Aqui Agora, programa do SBT. Foi o auge de sua carreira, pois finalmente uma conhecida voz do rádio ganhava forma na tela da TV. “Gil Gomes, Aqui, Agora!”, o bordão com o qual encerrava as matérias, caiu no gosto popular e era imitado nas ruas. 

Na ocasião, ele chamou a atenção por conta da linguagem popular e da dramatização que fazia para narrar as reportagens sobre crimes. As aparições de Gil eram marcadas com um gesto característico que ele fazia com a mão.

Em 1999, o ex-repórter participou da Escolinha do Barulho, da RecordTV e também comandou um programa na Rádio Tupi.

RKIO/FONTE DIÁRIO DO AÇO/ FOTO REPRODUÇÃO

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