Após o rio Paraopeba ser atingido pela lama de rejeitos da barragem de Brumadinho Prefeitura de Pará de Minas decreta situação de emergência.

A Prefeitura de Pará de Minas, na região Centro-Oeste de Minas, decretou, nesta terça-feira (5), situação de emergência depois que o rio Paraopeba – principal fonte de captação de água para abastecimento da cidade – foi atingido pela lama de rejeitos da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho no dia 25 de janeiro.
Segundo o documento, assinado pelo prefeito Elias Diniz (PSD), a medida é necessária devido à possibilidade de contaminação das águas por metais pesados e radioativos.
O abastecimento da cidade tem sido feito pelos mananciais dos ribeirões Paivas e Paciência e por poços artesianos.
“O decreto vai permitir tomar providências em caráter de urgência, com a dispensa de processos e licitações, para que a gente atue de forma emergencial”, afirmou o prefeito, referindo-se à possibilidade de desabastecimento da cidade.
Pelo decreto, todos os órgãos municipais podem atuar, sob a coordenação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, “nas ações de resposta ao desastre e reabilitação do cenário e reconstrução”.

O documento autoriza contratação de voluntários e desapropriação de propriedades que possam vir a ser atingidas pelo desastre.
O decreto também prevê a criação de um Comitê Municipal de Gestão e Avaliação de Desastre, que terá de acompanhar do fornecimento de água tratada na bacia do rio Paraopeba, e as ações de socorro e assistência, entre outras funções.

“Existe um monitoramento 24 horas das águas do rio Paraopeba. Porém, desde o dia 29 de janeiro, não é feita a captação de água lá, mesmo as análises comprovando, até o monmento, que estão dentro das normas para consumo”, afirmou Diniz.
De acordo com o prefeito, o decreto resguarda o município por ainda não se ter uma noção do real impacto ambiental provocado pelo rompimento da barragem da Vale.
“São atos preventivos, para que que não tenha falta de água e, ao mesmo tempo, para que Pará de Minas seja abastecida com água de qualidade”, afirmou Diniz, garantindo que tem cobrado da Vale o abastecimento de água potável para a população do município.
Abastecimento
O decreto da Prefeitura de Pará de Minas também lembra o período no qual a cidade teve problema de abastecimento, entre 2013 e 2016, e que a solução encontrada foi justamente a captação de água do rio Paraopeba.
“O Município de Pará de Minas não conta com outras fontes de recursos hídricos que garantam o regular abastecimento da população, conforme atesta o Plano de Saneamento Municipal – Lei Municipal nº 5.649/14”, explica o documento.
O texto também ressalta que a contaminação do rio pode provocar prejuízos na produção agrícola do município.
RKIO / REPRODUÇÃO O TEMPO / FOTO RENATO LOMBARDI



