PUC-MG vai investigar caso da professora que foi apontada por alunos suspeita de ter cometido atos racistas

A Pontifica Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) afirmou, nesta sexta-feira (29), que investiga uma denúncia contra uma professora que teria feito declarações racistas dentro da sala de aula contra um estudante negro que foi ao local divulgar um evento.
Estudantes da PUC Minas fizeram um protesto, na manhã desta sexta-feira (29), após as denúncias.

O caso ocorreu na faculdade de medicina veterinária, no campus da Praça da Liberdade, na última quarta-feira (27).
Caique Belchior, de 20 anos, é estudante de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Ele contou ao G1 que foi à PUC divulgar o Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) e que estava entrando nas salas para falar sobre o evento.
Em uma das salas de aula, a professora teria se posicionado politicamente contra as informações e ideias do estudante.
Depois de ele deixar a sala, ela teria dado as declarações.

Conforme Belchior, outros estudantes gravaram e divulgaram áudios em que ela critica a aparência do aluno. “Vai trabalhar.
Tira aquele chinelo e vai ralar. E ainda corta o cabelo e vê se lava, um fedor danado”, disse a professora.
A PUC informou, em nota, que o colegiado do curso de veterinária é quem apura os fatos e que, caso sejam confirmadas as denúncias, providências serão tomadas.

“Em relação a episódio que teria ocorrido na PUC Minas Praça da Liberdade, em que alunos alegam que uma professora, em sala de aula, teria agredido verbalmente um estudante que se disse ligado a União Nacional dos Estudantes (UNE), informamos que o Colegiado do Curso em questão está apurando os fatos junto aos envolvidos para tomar as devidas providências”, afirmou a instituição.
Veja o vídeo do momento da manifestação enviado para equipe do site RKIO:
RKIO/ REPRODUÇÃO G1/ FOTO REDE SOCIAL




