Barragem do Pontal é elevada para nível um de risco em Itabira

Nesta segunda-feira dia 1 de Abril de 2019, através de uma nota oficial da Vale o Sindicato Metabase de Itabira, através de seu presidente André Viana informou que o dique 02 pertencente a barragem do Pontal na cidade de Itabira, foi elevado para o nível de segurança um, devido a não renovação e concessão do DCE (Declaração de Condições de Instabilidade).
Enquanto não consegui está declaração o nível da barragem do Pontal foi elevado para o nível um, porém não a necessidade de evacuação das áreas próximas e não haverá toque de sirenes, pois está elevação de risco é um protocolo para que possa atender a legislação vigente da Agência Nacional de Mineração.
A área que fica localizada a barragem do Pontal já se encontra isolada por determinação judicial.
Veja a Nota oficial enviada pela Vale ao Sindicato Metabase de Itabira sobre as Declarações de Condiçãode Estabilidade:
Rio de Janeiro, 01 de abril de 2019 – A Vale S.A. (Vale) informa que foram renovadas 80 Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) de suas estruturas operacionais, que estavam vencendo em 31 de março de 2019. As estruturas desativadas com alteamento a montante, cujos níveis de emergência já tinham sido reavaliados e cujas Zonas de Auto Salvamento (ZAS) foram evacuadas de forma preventiva, não tiveram suas DCEs renovadas; são elas: barragem Sul Superior, da mina de Gongo Soco; barragens B3/B4, da mina de Mar Azul; barragem Vargem Grande, do Complexo de Vargem Grande; barragens Forquilha I, Forquilha II, Forquilha III e Grupo, do complexo de Fábrica.
Adicionalmente, outras estruturas, com estudos complementares e obras de reforço já em andamento, não obtiveram suas DCEs: Dique Auxiliar da Barragem 5, da Mina de Águas Claras; Dique B e barragem Capitão do Mato, da mina de Capitão do Mato; barragem Maravilhas II, do complexo de Vargem Grande; dique Taquaras, da mina de Mar Azul; barragem Marés II, do complexo de Fábrica; barragem Campo Grande, da mina de Alegria; barragem Doutor, da mina de Timbopeba; Dique 02 do sistema de barragens de Pontal, do complexo de Itabira; Barragem VI, da mina do Córrego de Feijão. Tais estruturas foram interditadas e tiveram seus níveis de emergência elevados para 1, que não requer evacuação da ZAS.
Os auditores externos reavaliaram todos os dados disponíveis das estruturas e novas interpretações foram consideradas em suas análises para determinação dos fatores de segurança, com a adoção de novos modelos constitutivos e parâmetros de resistência mais conservadores.
Para assegurar a estabilidade das estruturas, diante dos novos parâmetros e seguindo as orientações do poder público, em especial da Agência Nacional de Mineração (ANM), a Vale está trabalhando com seus técnicos e especialistas de renome mundial em investigações complementares para garantir que o modelo utilizado pelos auditores externos está adequado e já está planejando medidas de reforço para o incremento dos fatores de segurança destas estruturas.
A perda das DCEs das estruturas mencionadas acima não agrava seu fator de segurança, nem altera a projeção de vendas de minério de ferro e pelotas entre 307 e 332 Mt, divulgada no Fato Relevante “Vale informa sobre atualização de projeções”, de 28 de março de 2019.
A Vale reitera que sua prioridade é com a segurança de todas as suas estruturas e, consequentemente, da população e trabalhadores a jusante.
A produção dessas localidades somente será retomada quando a segurança das estruturas estiver assegurada.
Veja o pronunciamento enviado pela Comunicação do Sindicato Metabase de Itabira, onde o Presidente André Viana esclarece toda situação sobre as barragens:
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