Homem é procurado após ameaçar vereador de morte em Ipatinga

Um homem é procurado em Ipatinga, acusado de tentativa de furto e de proferir ameaças contra um vereador, contra quem faz várias acusações.
A ocorrência foi registrada na tarde de quarta-feira (10), na rua Serra dos Cocais, no bairro Jardim Panorama.
No local, policiais militares foram informados por vítimas e testemunhas que um homem de 47 anos invadiu a sede do projeto social Mãos de Sonhos e, armado com um facão, furtou a bolsa de uma funcionária.
A mulher voltou e viu o homem com a bolsa na mão, ele então determinou que ela se afastasse.
Várias pessoas foram chegando local e o homem afirmou que iria matar a funcionária do projeto social e também o vereador Jadson Heleno, que mantém a entidade.
Alegou o homem que o vereador e presidente da Câmara Municipal aprovou o projeto de lei reduzindo o número de vereadores no município de Ipatinga de 19 para 15, o que segundo o agressor o prejudica, pois tem a intenção de se candidatar a vereador.
As testemunhas e vítimas disseram que o homem aparentava confusão mental e foi embora depois da aglomeração de pessoas no local.
Quando todos pensaram que tinha acabado, o homem retornou à sede do projeto social armado com facão e uma foice.
Novamente, fez ameaças dizendo o vereador Jadson age em “conluio com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para prejudicar os vereadores da atual legislatura”.
Em seguida saiu do local e não foi encontrado pelos policiais militares que foram chamados.
O homem foi identificado, mas não localizado em sua residência.
O suspeito ainda é procurado e, apanhado, vai responder por tentativa de furto e ameaças, dentre outros delitos.
Posicionamento
O vereador Jadson Heleno afirma estar tranquilo e que continuará a fazer tudo dentro da lei. “Serviço público é isso.
Não tive medo ao propor a redução do número de vereadores, atitude essa que irá economizar R$ 2,5 milhões/ano de recursos gastos pelo poder Legislativo de Ipatinga e que poderá ser investido na Saúde, Segurança Pública, Educação, infraestrutura da cidade, dentre outras áreas.
Quero continuar a exercer meu mandato de vereador e de presidente da CMI, mantendo a casa Legislativa com pessoas que valorizam uma conduta ética e proba no serviço público”.
O presidente do Legislativo acrescenta que, quando determinou a publicação da portaria 71/2019, nominada como portaria da moralidade, feriu interesses pessoais e corporativos dentro da instituição.
Em função dessa portaria, desde o dia 1º de março, todos os servidores da câmara, efetivos ou comissionados, ficaram obrigados a registrar ponto de entrada e de saída.
Quanto à acusação de colaborar como Gaeco, o vereador afirma que continuará a contribuir com a justiça, “por entender que qualquer cidadão pode cometer erros, ser investigado, assim como também fui, e tive a denúncia arquivada pelo Ministério Público.
Não apontarei o dedo para ninguém, mas minha obrigação é zelar pela instituição e o farei sem medo.
Não abrirei mão das minhas prerrogativas de propor leis, fiscalizar e representar aqueles que me confiaram o voto.
Vou continuar fiscalizando o transporte coletivo e sempre andando de cabeça erguida. Minha vida está nas mãos de Deus”, concluiu.
RKIO NOTÍCIAS/ REPRODUÇÃO DIÁRIO DO AÇO



