Jovem da cidade de João Monlevade doa seu corpo para ser estudado em faculdade de medicina

A decisão de uma jovem transformou um momento de dor familiar numa porta de esperança para milhares de pessoas.
A engenheira eletricista monlevadense Sara Jorge e Silva, de 29 anos, faleceu no último dia 29 de abril em decorrência de um linfoma não-Hodgkin.
Porém, antes de morrer, pediu aos familiares para que seu corpo fosse doado à Faculdade de Medicina da UFMG, para ser usado na formação de novos médicos.

O pai de Sara, o aposentado José Aurélio Silva, conta que a filha era muito ligada à natureza e ao ver o trabalho dos médicos para tentar salvá-la, decidiu doar o corpo ao programa Vida Após a Vida, que incentiva a doação de corpos.
A princípio, os familiares sentiram-se constrangidos com a decisão de Sara, mas a aceitaram melhor após conversarem, e consideraram o ato generoso.
Segundo José Aurélio, após a morte, não houve velório, pois o corpo seguiu do hospital direto para a Faculdade de Medicina, conforme desejo da família.
Em vez disso, parentes e amigos fizeram uma bonita homenagem na Praça do Papa, em Belo Horizonte, com exposição de fotos de Sara e balões brancos, num momento de oração e paz.
Hoje, relata José Aurélio, a família acredita que a filha fez a melhor escolha, pois ela ajudará a salvar outras vidas.

O exemplo da engenheira fez um casal, do qual ela foi madrinha de casamento, a manifestar a vontade de doar seus corpos para a Universidade.
Ainda de luto, José Aurélio apela para que mais pessoas entreguem seus corpos para a pesquisa, para ajudar a ciência.
Outra monlevadense que já oficializou a doação de seu corpo para o programa da UFMG é a técnica em enfermagem e coordenadora do Banco de Leite do Hospital Margarida, Maria Mazarelo Pereira Natali.
Segundo ela, que trabalha há mais de 40 anos no hospital, a doação de corpos é fundamental para a formação de novos profissionais e fomento à pesquisa, que pode melhorar a vida das pessoas.
O Programa
Segundo a UFMG, o estudo da anatomia com a utilização de cadáveres é essencial para a formação dos profissionais da área da saúde.
Afinal, apesar de outros recursos tecnológicos disponíveis atualmente, o corpo humano continua sendo insubstituível.
O ato da doação beneficia milhares de pessoas, pois o corpo humano ajuda a preparar melhores profissionais que atenderão àqueles que continuam vivendo.

Para que a Faculdade de Medicina e outras unidades da UFMG continuem formando excelentes médicos, técnicos superior em Radiologia, fonoaudiólogos, dentistas, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros e muitos outros profissionais, é importante que doadores se cadastrem para que seus corpos possam ser estudados após a morte.
Promova a vida mesmo após a vida: seja um doador.
Você também pode ajudar incentivando seus familiares e conhecidos a se tornarem doadores.
Os interessados devem ligar para (31) 3409-9739 ou (31) 3409-9632 e agendar uma entrevista ou procurar a Faculdade de Medicina da UFMG na avenida Alfredo Balena, 190, em Belo Horizonte.
O e-mail do projeto é: vidaaposavida@gmail.com.
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