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POLÍCIA

Polícia Civil investiga tortura de idosos em asilo na cidade de Santa Luzia

Após denúncias de maus-tratos e violência, a Polícia Civil investiga a morte de três idosos dois homens e uma mulher que estavam abrigados em um asilo na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A dona da clínica e a filha dela foram presas em Santa Luzia, por suspeita de torturar e agredir os idosos debilitados.

A instituição, que fica no bairro Barreiro do Amaral, foi interditada pela Prefeitura durante ação conjunta com a Polícia Civil. Uma equipe de investigadores esteve no local e constatou indícios de que os idosos estavam sendo torturados.

Segundo a polícia, idosos foram encontrados em situação de abandono, desidratação, desnutrição, feridas pelo corpo e um deles com o quadro de acidente vascular encefálico.

Depois das denúncias, 14 idosos foram levados para um hospital da região, onde continuam internados por estarem desnutridos.

O médico Thássio Siman, que está acompanhando os casos dos idosos, conta que dois tiveram uma piora no quadro e foram encaminhados para emergência para cuidados intensivos devido ao risco de vida iminente no caso.

Ainda de acordo com o médico, na última quarta-feira um idoso foi levado para o mesmo hospital pela dona do asilo em estado debilitado.

Ao conversar com o paciente, Siman recebeu a denúncia em forma de pedido de ajuda de que ele estava sem comer há dois dias e passando dificuldades no lar onde vivia.

A dona do asilo e a filha podem responder por tortura com pena de até oito anos. Em caso de comprovação das mortes, a pena pode ser agravada.

De acordo com a Polícia Civil, um homem que é cuidador no asilo, está foragido. Ele é suspeito de espancar os idosos.

O advogado Welbert de Souza Duarte, que defende a dona do asilo e a filha dela, afirmou que já protocolou um pedido de liberdade provisória.

Segundo ele, a expectativa é que a audiência de custódia em que a Justiça vai decidir pela manutenção da prisão ou pela soltura das mulheres seja realizada na segunda ou nesta terça-feira (30).

A justiça decidiu, na tarde desta segunda- feira (29), converter a prisão em flagrante em prisão preventiva da proprietária do asilo em Santa Luzia e da filha dela, suspeitas de agredirem idosos que viviam na instituição.

A audiência de custódia das duas, que estava marcada para esta tarde, foi adiada para terça-feira (30), às 15h.

As duas foram presas na última quinta-feira (25), quando uma operação da Polícia Civil flagrou vários idosos em situação de maus tratos, desnutridos e com quadro de pneumonia.

Há suspeita de que pelo menos três pessoas morreram por causa das condições em que viviam no local.

Até agora, dezessete pessoas que viviam no local precisaram de atendimento médico e estão internados no Hospital Municipal Madalena Calixto, em Santa Luzia.

Três estão na sala de emergência, porque estão apresentam quadro mais grave.

A Polícia Civil ainda procura por um cuidador que também seria um dos principais agressores, de acordo com relatos das vítimas e outras testemunhas.

Apesar de a casa ter sido interditada pela prefeitura de Santa Luzia na semana passada, ainda restam 15 internos e a instituição ainda não fechou completamente as portas.

É aguardada a decisão judicial que para a retirada do restante das pessoas que vivem na instituição.

O funcionamento vem sendo acompanhado pela Guarda Municipal, segundo o secretário de Desenvolvimento Social de Santa Luzia Wander Rosa.

Ele faz um apelo para que parentes de internos procurem a prefeitura para retirá-los do local.

Ele informou que assistentes sociais estão em busca ativa pelos responsáveis das vítimas que estão hospitalizadas e das que ainda estão no asilo.

A delegada Bianca Prado não descarta a possibilidade de abrir inquérito para investigar se houve crime de abandono de incapaz por parte também dos familiares.

O advogado Welbert de Souza Duarte, que defende a dona do asilo e a filha dela, informou que vai entrar com pedido de habeas corpus.

RKIO NOTÍCIAS / REPRODUÇÃO G1

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