Transportadores de combustíveis em Minas Gerais confirmam paralisação a partir de amanhã

Transportadores de combustíveis em Minas Gerais confirmaram que devem mesmo cruzar os braços e paralisar as atividades a partir de meia-noite desta quinta-feira dia 25 de fevereiro. A categoria está em estado de greve e planeja uma carreata para esta quinta-feira.

Eles protestam contra a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel em Minas que, segundo eles, é o mais alto do Brasil.

Nos últimos meses, a cobrança dos transportadores em relação a redução vem aumentado porque a base de cálculo para cobrança das alíquotas do ICMS é o preço médio do combustível e, como ele vem subindo, todo o custo aumenta.

A Secretaria da Fazenda de Minas Gerais respondeu para a Itatiaia que o preço médio ponderado ao consumidor final é atualizado mensalmente levando em consideração os preços praticados pelos revendedores em todas as regiões do Estado. O resultado da pesquisa realizada pela Secretaria da Fazenda, de acordo com a nota, é baseado nas notas fiscais emitidas em 4.272 postos revendedores distribuídos em 828 municípios mineiros.

Portanto, de acordo com a Secretaria da Fazenda, “é importante ressaltar que as mudanças do preço dos combustíveis não são em função do ICMS, mas sim da política de preços praticada pela Petrobras”.

Frete – Transportadoras de minério, principalmente autônomos de Brumadinho, Sarzedo, Congonhas e Sete Lagoas, estão em paralisação desde segunda-feira (22).

Eles reivindicam aumento do valor do frete e afirmam que estão pagando do próprio bolso os reajustes constantes no preço do combustível. São dois movimentos diferentes, um de paralisação pela redução do ICMS e outro pelo aumento do valor do frete.

O sindicato que representa os transportadores de combustível (Sindtanque) afirma que já se reuniu com o governo do Estado, mas que a resposta para a reivindicação foi negativa e, por isso, eles decidiram paralisar. Ainda segundo o presidente do Sindtanque, Irani Gomes, a luta pela redução da alíquota existe há uma década e não avançou nada na atual gestão.

Atualmente, a alíquota da gasolina é de 31%, do etanol de 16% e do diesel de 15%. Para que haja alteração, o governo do Estado precisa enviar projeto de lei para Assembleia Legislativa para que os deputados possam aprovar.

REPRODUÇÃO ITATIAIA

 

Site Protection is enabled by using WP Site Protector from Exattosoft.com