Dois homens são alvejados e um deles morre na cidade de Coronel Fabriciano.

Um homem foi morto e outro saiu ferido a tiros no fim da avenida Magalhães Pinto, no distrito de Melo Viana, em Coronel Fabriciano.O crime foi praticado no começo da manhã dessa quarta-feira. Uma das vítimas é o ex-detento Juliano Cândido Ribeiro, 32 anos, morador do Morro Padre Rocha, no bairro São Domingos. Ele não resistiu e morreu no local do crime. O outro é um antigo colega de presídio dele, Ailton Júnior Andrade, de 23 anos, que sobreviveu ao fugir do local na moto que conduzia e na qual levava como carona o Juliano Cândido.

Os autores do assassinato foram dois homens que estavam em uma motocicleta, relataram testemunhas à Polícia Militar. Eles se aproximaram e o passageiro efetuou os tiros. Uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionada, mas ao chegar ao local apenas constatou a morte de Juliano.
Informações da polícia dão conta que a vítima do homicídio tinha cumprido pena por crimes contra o patrimônio (furtos e roubos) e outros delitos. Saiu recentemente da cadeia. Testemunhas relataram que Juliano estava na garupa de uma motocicleta no momento em que foi atingido pelos disparos.

A moto, que era conduzida por Ailton, parou no sinal vermelho da Magalhães Pinto. Foi quando se aproximaram os assassinos e efetuaram os tiros.
Juliano foi atingido e caiu no local do crime. Já o condutor da motocicleta, Ailton Júnior, embora estivesse ferido a tiros também, fugiu sentido ao bairro Jardim Primavera (próximo ao Caladão). Lá, o motociclista foi colocado em carro particular e levado para o hospital.

Assim como Juliano, Ailton também é ex-presidiário e saiu recentemente da cadeia. A Polícia Militar apurou que um deles teve problemas com outros presos enquanto estavam recolhidos ao sistema prisional. A possibilidade de o assassinato e tentativa de homicídio ter ligação com as desavenças internas no presídio não está descartada.

Atestado de penas

Conforme pesquisa no TJMG, Juliano tinha duas condenações pelo crime de roubo, uma de novembro de 2015 e outra de janeiro de 2016, com penas que somam 10 anos e quatro meses de reclusão. Reincidente, Juliano cumpriu 4 anos e 4 meses no regime fechado e atualmente estava no regime semiaberto. Tinha conseguido a progressão de regime no dia 2 de outubro passado, quando foi liberado.

Ailton também era reincidente no crime de roubo a mão armada. Ele respondeu também por corrupção de menores e, em março de 2017, foi sentenciado a uma pena total de 9 anos, três meses e 16 dias de reclusão. Quando foi julgado, já estava preso. Ele cumpriu 2 anos e 16 dias de prisão. Foi beneficiado com o livramento condicional no dia 11 de abril desse ano.

RKIO/Informações e fotos: Diário do Aço

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