SAMINVEST – ADAPTAÇÃO DA OBRA “SOCIEDADE EM REDE”

A integração da comunicação entre o ambiente interno e o externo do indivíduo, fez surgir redes interativas que buscam unir os dois ambientes.

Esta união causa uma mudança fundamental na forma como interagimos com o nosso eu, que até então vive em constante conflito. Sob o aspecto decisório, nosso cérebro possui uma rede de configuração complexa para se resguardar de vários tipos de perigos e ameaças.

É sabido que a mente humana é uma força direta de produção, ao intensificar esta força, o indivíduo é capaz de reduzir ou até eliminar a grande defasagem de tempo entre o pensamento e a tomada de decisão, ambos ligados aos dois ambientes (internos e externos).

A tendência predominante de ceder às pressões do ambiente externo leva as pessoas a serem menos flexíveis em aceitar e reconhecer o seu erro. É preciso reconfigurar a mente sem destruir o fluxo de informações armazenadas internamente.

O ambiente externo tenta a todo momento impor suas regras criando códigos culturais relacionados a um determinado espaço de tempo e local. Mas a mente da atualidade é a mesma que nega as informações do ambiente interno. Cria-se valor para o tempo e as decisões são tomadas em frações de segundos.

Redes

A velocidade das transações que geram os ganhos ou perdas, está interligada em “redes”, que apresentam um sistema financeiro global construído com base em fusos horários entre diversos países. São transações financeiras baseadas em obtenção de valor a partir da captação do tempo futuro nas operações nos mercados futuros, opções e outros mercados de capitais de derivativos.

 

Fluxo de informações

 “O poder dos fluxos de informações criadas pelo ambiente interno e externo é mais importante que os fluxos do poder”. Ou seja, os investidores e os traders dão mais importância aos fluxos de informações ao tomarem suas decisões do que a origem propriamente dita das informações.

Os traders (pequenos) não controlam o mercado e nem tão pouco o seu fluxo financeiro, mas buscam uma combinação de informações que contribuem para uma avaliação ou tomada de decisão mais assertiva dentro de cada cenário. Cada situação é única, suas respectivas probabilidades e resultados são únicos. “Diante desta afirmação, é melhor estar 50% certo do que 100%  errado”.

 

Medo, indisciplina e ganância

O mercado é complexo, requer autocontrole para interagir com ele, características que faltam para a maioria de nós. Operamos em busca de recompensas/incentivos, paramos diante do medo simultâneo de perder dinheiro. Mas, o medo associado à nossa indisciplina ou ganância nos faz confirmar novas oportunidades que não existem, ou se existem, são só em nossa mente. Agimos não por nossas convicções, mas sim seguindo a maioria. Não avaliamos as possíveis oportunidades, simplesmente tomamos nossas decisões que na maioria das vezes são erradas quando se tratando de uma operação de trading.

Tipos de Erros

Pois bem, sabendo que muitos de nossos erros poderiam ser evitados e que estes se originam da nossa própria conduta, podemos distinguir os dois possíveis tipos de erros cometidos pela maioria dos traders:  O intencional e o não intencional.

Para o trader, os erros não intencionais podem ser relacionados às ações cometidas ou omitidas quando entramos em uma operação. Ex: Decidimos entrar em uma operação sem fazermos uma leitura do cenário como um todo, ou a fazemos baseada em probabilidades errôneas.

Já os erros intencionais muitas vezes estão relacionados às ações tomadas por acreditarmos, seja qual for o motivo, que estamos certos, que nada poderá dar errado e que a operação nos trará algum tipo de vantagem. Ex: A operação está contra nossa perspectiva, mesmo assim, relutamos em não encerrar a posição, pois temos a certeza de que retornará ao nosso favor.

 

Armadilhas dos atalhos

Em qualquer que seja a circunstância, sabemos que é difícil fazermos a gestão do nosso comportamento. Buscamos por atalhos que nos indique o caminho na direção de maior probabilidade de acertos. Nos conectamos a informações que estão cada vez mais organizadas em torno de redes. Ignoramos os riscos por trás destes atalhos que se tornam armadilhas repletas de dúvidas e medo que nos leva a tomar decisões baseadas em impulsos e emoções.

Todavia, não existem atalhos para o correto aprendizado de um trader. Existem regras e disciplinas que irão ajudar no controle das emoções e na superação dos conflitos psicológicos criados entre o ambiente interno e o externo.

Referência:

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. Trad. Roneide Venâncio Majer. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999

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