MP denuncia diarista por latrocínio e detalha execução de casal de idosos em Belo Horizonte
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou uma diarista de 30 anos pelos assassinatos de um casal de idosos durante um latrocínio — roubo seguido de morte — ocorrido no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Segundo a denúncia, o crime aconteceu no dia 29 de junho e teria sido cuidadosamente planejado. A mulher, que trabalhava na residência das vítimas, é acusada de colocar um medicamento sedativo na bebida do casal para deixá-los incapacitados enquanto roubava objetos e pertences do apartamento.
Ainda conforme o Ministério Público, durante a ação uma das vítimas despertou, momento em que a suspeita teria atacado o casal com dezenas de facadas para garantir a consumação do roubo. Após os homicídios, ela ainda teria alterado a cena do crime para dificultar o trabalho da perícia e apagar vestígios da ação.
As investigações também apontam que, poucas horas depois, a acusada foi até a região central da capital para vender objetos levados do apartamento e utilizar cartões bancários pertencentes às vítimas.
Um comerciante, proprietário de um restaurante em Belo Horizonte, também foi denunciado. De acordo com o MPMG, ele teria permitido o uso das máquinas de cartão do estabelecimento para realizar transações com os cartões do casal, dividindo posteriormente os valores obtidos com a acusada. Ele responderá por furto mediante fraude.
O Ministério Público informou ainda que investiga a possível participação de outras três pessoas que podem ter adquirido bens roubados das vítimas. Como, até o momento, não há indícios de envolvimento delas no latrocínio, a situação será analisada separadamente durante o andamento das investigações.
Se a denúncia for aceita pela Justiça, a diarista passará à condição de ré e responderá pelo processo criminal. Ela é acusada de dois crimes de latrocínio, com agravantes relacionados à idade das vítimas, ao emprego de meio cruel e à dificuldade de defesa do casal.




